As companhias aéreas no Brasil e no mundo, estão enfrentando uma escassez crescente de pilotos, que já impacta diretamente o planejamento operacional, a expansão de rotas e os custos das operações. Esse cenário é resultado de uma combinação de fatores estruturais e conjunturais
Principais causas da falta de pilotos
Retomada acelerada da aviação pós-pandemia
Após a Covid-19, o número de voos e passageiros cresceu mais rápido do que a capacidade de formação de novos pilotos, criando um descompasso entre oferta e demanda.
Redução na formação durante a pandemia
Muitos programas de treinamento foram interrompidos ou desacelerados entre 2020 e 2022, o que gerou um vazio de profissionais agora.
Aposentadoria de pilotos experientes
Uma grande parcela dos comandantes atingiu a idade limite ou antecipou a aposentadoria, reduzindo ainda mais o efetivo disponível.
Fechamento e fragilização de aeroclubes
No Brasil, a base da formação prática sofreu impactos importantes, dificultando a formação em escala
Migração para o exterior
Companhias estrangeiras, especialmente do Oriente Médio, Europa e Ásia, oferecem salários mais altos e atraem pilotos brasileiros, agravando a escassez local.

O problema não é exclusivo do Brasil. Europa, Estados Unidos, Oriente Médio e Ásia também enfrentam forte déficit de pilotos, o que aumenta a competição internacional por profissionais qualificados.
Impactos para o mercado
- Cancelamento ou redução de voos
- Dificuldade de abrir novas rotas
- Aumento do custo operacional
- Pressão sobre salários e benefícios
- Crescente valorização da carreira de piloto
Oportunidade para novos pilotos
Esse cenário torna a formação de pilotos uma das carreiras mais promissoras da próxima década, com:
- Alta empregabilidade
- Salários elevados
- Forte demanda contínua
A escassez de pilotos é hoje um dos maiores gargalos da aviação mundial. Para quem sonha em voar, o momento é estratégico: o mercado precisa, e continuará precisando, de novos profissionais bem preparados.
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