A aviação comercial enfrenta um novo desafio estrutural: a escassez de copilotos. Companhias aéreas no Brasil e no mundo têm relatado dificuldades crescentes para preencher a posição de segundo em comando nas aeronaves, um cenário que começa a impactar o ritmo de crescimento do setor e a malha aérea.
Segundo dados e relatos do mercado, a retomada acelerada da demanda por voos após os últimos anos encontrou um gargalo importante na formação e disponibilidade de profissionais qualificados. Embora a procura por passagens tenha aumentado, o número de copilotos prontos para assumir a função não acompanhou o mesmo ritmo.
Especialistas apontam que o problema tem origem em uma combinação de fatores estruturais e conjunturais. Durante a pandemia, a aviação passou por um período de forte retração, o que levou muitos pilotos a anteciparem a aposentadoria ou migrarem para outros setores. Com a retomada acelerada do mercado nos últimos anos, esse contingente não retornou na mesma proporção, criando um vazio principalmente na função de copiloto. Além disso, o envelhecimento natural da força de trabalho e a redução temporária na entrada de novos profissionais durante esse período contribuíram para o cenário atual.

A situação tem chamado a atenção de órgãos reguladores e escolas de aviação. No Brasil, a ANAC acompanha o cenário de perto, reforçando a importância de manter os padrões de segurança e qualificação, mesmo diante da pressão por novos profissionais.
Para as companhias aéreas, a escassez representa desafios operacionais e estratégicos. Em alguns casos, há necessidade de ajustar escalas, reduzir frequências ou ampliar investimentos em programas internos de formação e cadet programs, voltados especificamente para a preparação de novos copilotos.
Apesar do cenário desafiador, o momento também abre oportunidades. A falta de profissionais evidencia a alta demanda por copilotos e reforça a aviação como um caminho promissor para quem deseja ingressar na carreira. Especialistas destacam que investir na formação agora pode significar entrar em um mercado aquecido, com boas perspectivas de empregabilidade nos próximos anos.
O setor segue atento aos próximos passos. A expectativa é que, com mais incentivo à formação e planejamento de longo prazo, a aviação consiga equilibrar novamente a oferta e a demanda de copilotos, garantindo crescimento sustentável e segurança operacional.
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