
Mais de sete décadas após desaparecer nas águas do Atlântico, os destroços do Clipper Endeavor, da extinta companhia Pan American Airways (Pan Am), foram finalmente encontrados a cerca de 600 metros de profundidade, na costa norte de Porto Rico.
A aeronave, um Douglas DC-4, realizava um voo rumo a Nova York em 11 de abril de 1952, quando sofreu falhas em dois motores poucos minutos após a decolagem. A tripulação tentou realizar um pouso de emergência sobre o mar, mas o avião afundou rapidamente.
Embora todos os ocupantes tenham sobrevivido ao impacto inicial na água, a falta de protocolos de evacuação e de orientações de segurança — inexistentes na época — fez com que apenas 17 pessoas fossem resgatadas, enquanto 52 perderam a vida.
A localização dos destroços foi possível graças a uma operação liderada pela Air/Sea Heritage Foundation, em parceria com a empresa Deep Sea Vision, que utilizou drones subaquáticos autônomos equipados com sonar de alta resolução para mapear o fundo do oceano.
As imagens revelaram partes da fuselagem preservadas, incluindo o tradicional logotipo da Pan Am, permitindo confirmar definitivamente a identidade da aeronave. Os destroços foram encontrados divididos em duas seções, exatamente na região onde pesquisadores acreditavam que o avião havia afundado.
Além de encerrar uma busca iniciada há anos, a descoberta reacende o interesse pela arqueologia aeronáutica e reforça o legado deixado pelo acidente. A tragédia foi um dos principais fatores que levaram à adoção das demonstrações obrigatórias de segurança antes dos voos, procedimento que hoje faz parte da rotina da aviação comercial em todo o mundo e já salvou incontáveis vidas.